segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Reflexão sobre o 2º Capítulo





Após a leitura deste segundo capítulo, considero importante começar por referir as duas perspectivas apresentadas inicialmente pelo autor os Ciberutópicos e os Cibercríticos, onde uns elogiam os milagres digitais, outros consideram-nos como perigos terríveis, respectivamente. Talvez a posição mais correcta, se assim se pode dizer, seja um meio-termo entre estas duas perspectivas. Como se refere no primeiro capítulo relativamente ás diferentes facetas do computador.
No entanto o autor deixa um pouco para trás a ideia de saber como é que os computadores podem mudar/transformar a sociedade, focando-se na aprendizagem como o problema de mais importância que a sociedade tem para enfrentar. Para mim esta ideia faz todo o sentido, pois acho que não é apenas o facto das pessoas saberem manusear um computador que as leva à resolução de problemas. É essencial que as pessoas desenvolvam uma outra forma melhor de aprender, pensar e aplicar com o apoio da utilização do computador. Um exemplo que ilustra essa ideia está referido no texto, existem e são fabricados milhões de automóveis e só mais tarde é que nos preocupamos em tentar remediar todos os prejuízos que estes provocam ao nível ambiental. O caso dos telemóveis que tem imensas funcionalidades e nos permitem estar sempre contactáveis mas por outro lado há investigações que dizem que as ondas que emitem podem provocar danos cerebrais, e cada vez mais se vê crianças de 8/9 anos com telemóvel. Serão as tecnologias digitais benéficas para a nossa vida? Penso que a resposta a esta questão está na seguinte citação: “A minha mensagem é de que depende de si, muito mais do que aquilo que aquilo que poderá pensar, o delinear do seu futuro e dos seus filhos, no que diz respeito ao computador” (Papert, 1997).
Voltando à questão da aprendizagem, Papert refere três aprendizagens que considero engraçadas nos seus conteúdos e interessantes pela forma como reflectem cumplicidade que existe entre as crianças e o computador não só ao nível da sua utilização mas também na forma como o manuseiam para obterem as informação que desejam de uma forma “despachada” e sem qualquer embaraço. Por vezes, o facto de não sermos tão pertinentes a talvez até cúmplices “dessa máquina” leva-nos a desenvolver sentimentos de frustração. Parece que temos de aprender com os mais pequenos que quando se quer alguma coisa tenta-se…e volta-se a tentar.

  • Outros conceitos relacionados:

- Ciberavestruzes: os educadores não olham de uma forma aberta para as mudanças que as tecnologias podem trazer, só conseguem imaginar essa em contexto do sistema seguindo o currículo predeterminado e planificado;

- Câmaras e culturas: a utilização das novas tecnologias permite ajudar “nas velhas formas de fazer as coisas”, no entanto não se pode restringir a isso. (Exemplo da História do cinema – pág 52, 1º e 2º parágrafo)

- Literacia e fluência: é importante ter presente que existe uma grande diferença entre ter um conhecimento sobre uma determinada coisa e ser fluente nela, a fluência vem com a utilização. Não significa que as pessoas que são fluentes num determinado assunto não errem, no entanto acho que as torna muito mais autónomas na resolução de problemas (como comento no último parágrafo referente ás três aprendizagens).

- Tecnologias transparente e opacas: com a evolução cada vez mais as tecnologias que nos rodeiam se tornaram opacas, onde a maior parte das vezes não conseguimos compreender a forma como funcionam. (Exemplo do carro – pág 57, 2º paragrafo)

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